Mostrar mensagens com a etiqueta Tesouros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tesouros. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mais tesouros

No fim de semana passado fui almoçar a S. Martinho do Porto, onde havia uma feira de velharias...Claro que não podia vir de mãos vazias...Tenho mais alguns tesouros em casa.

Nunca hei-de perceber como é que as pessoas se desfazem destas coisas por uma bagatela.








segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Outra


Ao pé do Tribunal onde o meu sócio conjugal trabalha está a fechar uma loja de artigos  orientais com tudo ao desbarato. Ao entrar na loja apaixonou-se por esta senhora e trouxe-a.
Adoro-a. Fica linda no meu hall a receber-nos quando entramos em casa.

Ele chama-lhe Ara Krishna. Eu chamo-lhe Etelvina.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A minha prenda de Natal

Há cerca de um ano decidimos apadrinhar uma criança em África. Uma criança num país onde fizesse diferença, num país pobre, e tinha de ser uma menina, porque as mulheres nestas condições sofrem sempre mais para ser ouvidas.
Fiz uma pesquisa à procura de uma organizaçao que se dedicasse a isso, e que fosse fidedigna. Encontrei a SerHumano.
Dos vários orfanatos apoiados por esta organização em Moçambique, escolhemos o Orfanato da Madre Maria Clara, um orfanato de irmãs Franciscanas que albergam só meninas, situado em Chamanculo, Maputo, ao que parece uma das piores zonas de Moçambique, muitas vezes interdita, até ao correio. Calhou-nos a Laíza, uma menina linda, com quase 6 anos, orfã de mãe, a qual foi entregue ao orfanato pelo próprio pai, por não a poder criar.

Hoje chegou-nos a sua cartinha a desejar-nos um feliz Natal. No desenho que ela fez, o que salta à vista são  as meninas de mão dada, as meninas deitadas nas caminhas, as flores, o jogo da macaca. Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a minha figura no meio da folha, com uma bruta cabeleira loira, toda desenhada com o lápis mais claro que ela tinha. Tão claro que naõ o consegui captar na foto.
Meninas a castanho escuro, madrinha a lápis amarelo claro. Uma madrinha branca para meninas pretas. É isto que eu sou para ela, mesmo sem me conhecer.

Foi a minha prenda de Natal. Antecipada, mas sem duvida a melhor.













Já está pendurada no meu frigorifico.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Continuação da herança

A minha avó morreu com 92 anos, já há três anos. Ora partindo do principio de que casou com vinte e poucos, estes "naperons", terão pelo menos 70 anos. Quando a minha Madrinha os retirou da arca onde tinha guardado os tesouros com que tinha ficado aquando da limpeza da casa da minha avó, e mos ofereceu, eu soube imediatamente o destino a dar-lhes.
O primeiro é todo em crochet, e tem a palavra "FELICIDADE". Os segundos foram feitos para o seu casamento (são ambos de quarto), e têm o centro em linho.

Comprei os quadros no chinoca, muito fininhos, e coloquei papel veludo preto por baixo. Adorei o resultado, e agora estão na parede que vai para o sótão, onde tenho o escritório e a minha salinha de costura.

(O resto são trabalhos do filhote)





domingo, 31 de outubro de 2010

Relógio

Lembro-me dele em todas as casas onde a minha avó morou, quatro, que me lembre, do sítio onde estava pendurado em cada uma delas, do som que marcava os dias, de o ouvir ao adormecer, no silêncio das noites.

Sempre o associei à minha avó. Tem de certeza mais anos que eu. Hoje está na minha sala. Marca os meus dias, mas já não dá badaladas.